6 de Maio - Aniversário do CMRJ
Hoje aconteceu a comemoração do 115o aniversário do CMRJ, o Colégio Militar do Rio de Janeiro. Ótima oportunidade para reencontrar amigos que não vemos há muito tempo, para relembrar histórias de um passado em comum, reviver, por alguns momentos, a paixão de ter estudado na famosa Casa de Thomaz Coelho. Já deve ter dado para perceber que eu fui um apaixonado pelo CMRJ. Não só fui, mas ainda o sou hoje. Não dá para descrever em palavras a sensação que tive ao adentrar, mais uma vez como ex-aluno (melhor, “antigo aluno”, fazendo minhas as palavras do Cel. Delano, antigo comandante, e de tantos outros), os portões do Colégio. Foi como uma torrente de lembranças invadindo minha mente. Aquilo que uns classificam como “aluno vibrão”, chamo apenas de boas recordações. Tive a oportunidade de encontrar pessoas que, assim como eu, lá entraram como crianças e saíram como homens feitos, que viveram lá o fim de suas infâncias, a passagem de suas adolescências e iniciaram sua vida adulta. Companheiros de farda antigos, outros mais novos, professores, comandantes, sargentos, o próprio desfile, característico do “6 de Maio”. O post deve estar parecendo, para antigos alunos, recém-saído da nossa “Aspiração” ou algo do tipo, mas realmente não parece haver forma não-apaixonada de se referir a esse Colégio.
Cabe aqui uma pequena explicação aos meus “companheiros-garance”: às vezes, na minha maneira de me referir a mim mesmo como aluno, acho que deixo transparecer um aparente sentimento de “superioridade” pelo fato de ter estudado lá desde 1994, de ter cumprindo os tão famosos “Sete Anos de Colégio Militar”. Na verdade, isso não tem muita importância. O amor que você, Fabrício, você, Angélica, você, Mariana, tem pelo Colégio deve ter dimensão parecida com o meu. A verdade é que me perco um pouco mais nas lembranças... Realmente fica difícil olhar para qualquer dos pavilhões, alamedas, salas, companhias, etc, sem que venha não só uma, mas várias lembranças ao mesmo tempo... Encontrar pessoas que me conheceram com 11, 12 anos de idade, e que participaram da minha vida por tanto tempo. Acompanhar a evolução do meu, do nosso CMRJ, ver como ele se adaptou aos novos tempos... Já me perdi, pra variar. Mas como diria o Bonner, eu vou concluir. Não deu para segurar a emoção quando eu vi a pequena 1a Cia desfilando. Eu me enxerguei ali, o então aluno Salustiano, franzino, dentuço, 10 anos ainda, recém-saído de uma competição para qual eu não devia estar preparado (o concurso), ensaiando minha marcha ainda desajeitada, que mas que viria a evoliur e tornar-se perfeita (assim acho...) já na Cia. de Infantaria, 17 anos, arma nos ombros, homem formado, definindo seu futuro, orgulhoso de levar, com outros companheiros, a Bandeira do Brasil... Outro momento impossível de manter a postura. Chorei. Mas de alegria. Alegria de ter feito parte, assim como tantos outros, da centenária história da Casa de Thomaz Coelho. Obrigado, CMRJ. Obrigado por me proporcionar uma formação cultural e moral tão sólida, cujas bases até hoje procuro manter. Zum Zaravalho!
csr


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