Atualiza, atualiza!
Antes que o bordão acima comece a aparecer por aqui (não sei vocês, mas para mim ele soa como "Experimenta, experimenta!") vou tratar logo de atualizar isto aqui! Como prometido, minha visão sobre "Aurora: o Crepúsculo dos Gêmeos", peça que assisti domingo passado. Peça interessante, de diálogos fáceis e divertidos. Baseada em "Esaú e Jacó", foi escrita para Rodolfo Bottino e Guilherme Leme (gente, eu só lembrava dele em Vamp, isso se eu não estiver enganado!) para brincar com o fato de que eles sempre são confundidos (fala sério, eles não têm nada a ver...). O legal é que eles fazem papéis duplos: cada um vive duas personagens, sendo que eles são gêmeos! As senhoras Angélica e Agnes são hilárias e armadoras, tias dos gêmeos Felipe e Frederico, que são bem unidos, mas de pontos de vista diferentes sobre as coisas e apaixonados pela mesma mulher, Aurora. Atenção spoiler: Aurora morreu quando eles tinham 20 e poucos anos, e eles nunca mais amaram outra mulher até que surge a "cortesã" Madame Boissonet, descoberta pelas tias e muito parecida com Aurora. Ela mexe com os brios dos gêmeos, que começam a se apaixonar por ela até que descobrem a armação das tias. Eles se livram da "messalina", e nunca mais se apaixonam por ninguém. Achei meio exagerado, pois afinal de contas as tias só queriam a felicidade deles. Uma das cenas mais hilárias é das tias discutindo: "Maaaaanca!", "Macumbeeeeeira!" Nesta parte até os atores riram bastante. No final, com o qual me identifiquei e, sinceramente, me emocionei (eu presto atenção nos pequenos detalhes das coisas...), os gêmeos, já velhinhos, explicam que muitas pessoas se livram de algumas memórias para poder continuar vivendo, mas eles, ao contrário, decidiram nunca apagar a lembrança de Aurora de suas mentes. Em suma, eles decidiram viver com ela para sempre... No final, Rodolfo Bottino estava chorando, e eu tive vontade de chorar também, mas achei melhor segurar (afinal de contas só eu devo ter enxergado alguma coisa tocante neste final...). Ótima peça. O ponto fraco ficou por conta de uma senhora que não parava de falar atrás da gente, só parando quando ela caiu no sono e começou a roncar (literalmente...). Mas foi um ótimo domingo!

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